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O Perfil de um Tip Terapeuta

Renate Jost de Moraes

Tratamentos realizados pelo Método ADI/TIP com bons resultados têm sido difundidos boca-a-boca e vêm atraindo constantemente profissionais de Psicologia e Medicina que pedem sua especialização na área. Entretanto, como essa metodologia se detêm para além do campo psicofísico, buscando as causas dos sofrimentos em nível de ser e de princípios, exige ela também do especializando muito mais que uma simples aprendizagem. Em outras palavras: para que o candidato assimile a ADI em seu contexto de globalidade tanto técnica como de integração e coerência e espiritualidade, é necessário que aconteça também dentro dele próprio uma transformação, uma metanoia. Isto faz dos cursos de especialização um serviço laborioso, moroso e que exige o acompanhamento individual do especializando. Custa ele a entender que o Amor, o qual deve irradiar de sua pessoa sobre o paciente, é mais importante que o saber de técnicas. Por outro lado, as técnicas são muito especificas, e só respondem com acerto se acopladas a cada situação particular percebida dentro do clima do "querer o maior bem do paciente". Isto exige do psicoterapeuta também um desprendimento. Capaz de ser firme numa hora de "resistência" do paciente, sabendo que, embora essa firmeza ajude o paciente a reagir, não é entendida por ele e quase sempre se reverte em queixas e acusações contra o TIP-terapeuta, enquanto o paciente não se voltar para sua interioridade.

Enfim, verifica-se na prática clínica que, embora sejam surpreendentes e altamente eficazes os resultados obtidos, nenhum TIP- terapeuta cura o paciente, enquanto não realiza mudanças em si próprio. É preciso que haja uma coerência entre o seu "ser" como pessoa e o "fazer" profissionalmente. Isto faz do TIP–terapeuta mais do que um simples profissional para enquadrá-lo como "vocacionado". É sua missão não apenas "curar" o paciente de problemas e doenças, mas de humanizá-lo, o máximo possível, de seu Eu-Pessoal, que é sadio e perfeito no momento primordial de seu existir.

Assim, desde o tratamento e a seleção, os candidatos a TIP–terapeutas devem submeter-se a critérios diferentes aos que estão acostumados. E muitos poderão não ser aceitos, mesmo sendo inteligentes e tendo grande experiência profissional. A FUNDASINUM não se interessa em especializar profissionais que não tenham realmente capacidade em aplicar o Método ADI/TIP, ainda que seja com prejuízo para a instituição.

O que a FUNDASINUM visa é a qualidade necessária a um TIP–terapeuta, para que o paciente realmente seja tratado como deve.

Do exposto, entende-se o quanto é sofrido para esta organização – e, sem dúvidas, para Deus também – quando falsos TIP-terapeutas enganam seus pacientes, utilizando-se do nome Método ADI/TIP e de sua autora, sem terem se especializado ou, até mesmo, tendo se especializado, mas não mantendo a coerência de princípios e técnicas dessa metodologia. Nestes casos, muitas vezes então abrem-se os problemas e não se consegue fechá-los, e o paciente sofre de angústia maior que antes. Além disso, como não é curado, cria-se nova desilusão nesse paciente, que tantas vezes acaba em desespero, vindo a procurar neste estado a FUNDASINUM e a TIP-CLÍNICA. Daí, pensando nesse paciente, mas também na preservação do Método ADI/TIP, medidas jurídicas deverão ser tomadas pela FUNDASINUM.